Seguindo passos de Sherlock

Condensado de GrupoSinos, 15/06/2000

Se você procura a cidade de Sherlock Holmes, a Londres cercada pela neblina e iluminada por lampiões a gás e sonhos, você ainda pode encontrá-la. Numa visita em agosto passado, eu descobri que Holmes era um ótimo guia da capital. E aqui vai o roteiro. Num dos livros, o detetive comenta com Watson: É um hobby para mim conhecer bem Londres. Pois, usando suas histórias, eu me dispus a seguir a pé as pistas de sir Arthur Conan Doyle, o criador do personagem. Os seguidores de Holmes são geralmente desencorajados pela expansão da moderna Baker Street. Esta artéria movimentada entre o Regent’s Park e a Oxford Street é repleta de pequenos negócios, lanchonetes e bancos, e certamente não evoca os cabriolés circulando pelas ruas de pedras. Endereço fictício de Holmes é um dos mais famosos de Londres. Desde 1932, o Abbey National Bank tem ocupado os espaços do número 215 ao número 229 de Baker Street, incluindo o que teria sido o endereço fictício de Holmes, em 221-B Baker Street. O banco criou uma associação com o detetive, chegando a colocar uma placa histórica, em 1985, cruzando a rua da estação de metrô de Baker Street. E o endereço de Holmes disputa com o número 10 de Downing Street, o título de mais famoso de Londres. G. K. Chesterton, observando a popularidade da criação de Conan Doyle, sugeriu há 70 anos que Londres precisava de um monumento a Holmes. Somente em setembro do ano passado, uma estátua, obra do inglês John Doubleday, foi posta do lado de fora da saída Marylebone, da estação de Baker Street. Mas a pessoa que revela a nova identidade de Baker Street é Marcelle Shulman. Um década atrás, ela começou a produzir e a vender suvenirs sobre Holmes para satisfazer aos turistas desapontados com o fato de o herói ser invisível. A Sherlock Holmes Memorabilia Company, no número 230, vende adesivos, chapéus, cachimbos, tabuleiros de xadrez e outros artigos temáticos.

CONFISSÃO – Cruzando a rua está o Sherlock Holmes Museum, uma evocação ao número 221-B. A impressão é de que Holmes e Watson podem chegar a qualquer momento. Se você estiver próximo da Oxford Street, estará perto da Wallace Collection, um dos melhores museus de Londres. O museu guarda muitas pinturas dos Vernet, uma família de pintores franceses, nas salas 11 e 23. No livro The Greek Interpreter, Holmes confessa a Watson que é descendente da família.

Chegando a Oxford Street, você estará perto de Regent Street, que vira para Picadilly Circus. À esquerda, onde ela dobra, está o Cafe Royal, um restaurante de 1865, onde Holmes foi atacado em The Adventure of the Illustrious Client. Continue até Charing Cross Road, a avenida que pouco antes do jovem Sherlock chegar em Londres era cortada da Oxford Street até a Trafalgar Square, varrendo para o lado bairros mais miseráveis. Entre as muitas livrarias de Charing Cross, a Murder One é ótima para quem ama histórias de investigação. A casa tem no estoque muitas das histórias de mistério impressas e é especializada nas obras de Holmes. Seguir na direção Sul, na Shaftesbury Street, e depois na Neal Street, leva o turista a Covent Garden, citado em The Adventure of the Blue Carbuncle. Os mercados de flores, verduras e frutas da época de Holmes foram substituídos por multidões que apreciam artistas e cantores em apresentações gratuitas. Nada satisfazia mais a Holmes depois da elucidação de um caso intrincado do que acabar noite no Simpson sintheStrand. Com seu clássico menu francês e garçons vestidos de branco, ele tem sido parte da cena londrina desde 1828. Exige reservas e gravatas. Outro destino favorito dos seguidores de Holmes é um pub que fica numa dobra da Northumberland Street, perto da Charing Cross Station. O Sherlock Holmes Public House and Restaurant – próximo da antiga Scotland Yard e dos banhos turcos freqüentados por Holmes e Watson – fica no lugar que foi o Northumberland Arms, o hotel mencionado em quase todas histórias. O pub, que fica lotado, serve boas cervejas e clássicos petiscos. Nas paredes, detalhes das aventuras do detetive, incluindo um revólver do tipo que Watson carregava. No andar superior, a reprodução de uma famosa sala do 221-B, criada em 1952, está em exposição.

Anúncios
Esse post foi publicado em Viagem & Turismo e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s