Elementar, caro turista

Condensado de O Estado de São Paulo, 30/01/2001

Sherlock Holmes, o mais famoso detetive do mundo, tem museu na Baker Street, 221-B

LONDRES – Durante 25 anos, o detetive Sherlock Holmes dividiu o mesmo teto com o médico Watson. Entre aulas de violino e carreiras de cocaína, eles receberam as mais malucas visitas e elucidaram os crimes mais esquisitos. Era observando o movimento da janela da sala, no número 221-B da Baker Street, que Holmes tirava suas brilhantes e definitivas conclusões.

Pouco importa que Sherlock Holmes e Doutor Watson tenham sido apenas frutos da imaginação de um outro médico, Arthur Conan Doyle. Conhecido por fãs do mundo inteiro, o número 221-B da Baker Street é um dos endereços mais visitados de Londres. Lá, funciona o Museu de Sherlock Holmes.

O museu é um prodígio da literatura – afinal, o visitante paga US$ 10 para conhecer uma casa que nunca existiu e que teria sido habitada por um personagem de ficção popular. No entanto, acredite, a visita é divertidíssima, a começar do uniforme dos funcionários. O porteiro usa roupa de guarda inglês e tem o semblante sério de quem toma conta do cenário de um crime. No primeiro andar, na sala em que Holmes atendia seus clientes, uma governanta – de roupa escura e avental branco – prontifica-se a tirar a foto do turista usando o famoso boné e o cachimbo de Sherlock. Quem resiste? No segundo andar, fica o quarto de Watson, com vista para o jardim interno.

Tudo na casa segue à risca as descrições inventadas pelo escocês Arthur Conan Doyle (1859-1930). Formado em medicina pela Universidade de Edimburgo em 1885, Doyle não durou muito tempo como doutor. Em 1891 já era um escritor em tempo integral – quatro anos antes publicara Um Estudo em Vermelho, a primeira aventura da dupla Holmes e Watson. Muitos contos depois, cansado de sua criação, Doyle matou-a em 1893. Resistiu à pressão popular durante 10 anos. Em 1903, Holmes ressuscitaria, mais poderoso que nunca.

Cartas – O carteiro da Baker Street deve ter muito trabalho, pois o número de cartas que chega ao 221-B é impressionante. No livro que as registra, há mesmo cartas oficiais, enviadas por embaixadas de outros países convidando o detetive para recepções.

Estátua de Sherlock Holmes

Logo à saída da estação Baker Street do metrê londrino, o turista encontra uma enorme estátua de Sherlock Holmes, o mais conhecido morador da região.

À saída do metrô Baker Street, há uma estátua do famoso detetive. Para não se perder, prepare-se. Na livraria especializada Crimes in Store (14 Bedford Street, Covent Garden; http://www.crimeinstore.co.uk), compre o livreto The Sherlock Holmes Walk, que indica o passo-a-passo pela “vida” do detetive. Custa só US$ 4 e vale a pena.

Na lojinha do museu, os preços não são camaradas, embora os produtos sejam bem legais. Há uma loja em frente, compare os preços. Caso busque detalhes sobre o museu – ou queira contratar Holmes -, acesse o site http://www.sherlock-holmes.co.uk. E não tenha vergonha em dizer “Elementar, meu caro Watson”. Nem ingleses, diante do museu, resistem à frase. (M.V.)

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