Novo livro sobre Sherlock Holmes não tem nada de elementar

Condensado de Reuters, 15/12/2004
Por Aleksandrs Rozens

NOVA YORK – Quando era estudante de direito, na Califórnia no final dos anos 1960, Leslie Klinger buscava alívio e diversão nas histórias sobre o detetive Sherlock Holmes.

Agora esse apreço pelas aventuras do investigador vitoriano o transformou de fã em autor respeitado.

Ao longo dos anos, Klinger colecionou 4.000 livros ligados ao grande detetive e usou cada momento livre em sua carreira de advogado para escrever ensaios e observações sobre o personagem criado por sir Arthur Conan Doyle.

Esses conhecimentos todos foram compilados num livro de 1.700 páginas, em dois volumes, intitulado “New Annotated Sherlock Holmes“, lançado em novembro pela W.W. Norton & Co.

“Estudava livros de direito até as 23h, e então dava a mim mesmo uma sobremesa”, contou Klinger, falando de sua leitura dos contos sobre Holmes, feita tarde da noite.

Hoje em dia, disse o advogado de Los Angeles, “saboreio as histórias uma a uma, com tempo e prazer”.

Aos 58 anos, Klinger está tirando uma folga de seu trabalho como advogado para viajar promovendo seu livro e responder a emails de outros fãs de Sherlock Holmes interessados em encontrar respostas a perguntas obscuras.

As histórias sobre o detetive já foram publicadas em mais de 80 línguas. Na biografia de Conan Doyle que publicou em 1999, Daniel Stashower observou que a primeira aventura de Holmes, “Um Estudo em Vermelho“, foi escrita em março de 1886.

SHERRINFORD HOLMES?

Originalmente, Holmes foi batizado de Sheridan Hope. Ele ainda foi Sherrinford Holmes, até que Doyle, que era admirador dos escritos de Charles Dickens, se decidisse por Sherlock Holmes.

Publicadas pela primeira vez em 1891, as aventuras de Holmes nunca deixaram de ser republicadas e ainda hoje são amplamente lidas.

Diversos filmes e produções de televisão sobre o personagem fizeram o possível para se conservar fiéis às histórias, enquanto outros criaram novas aventuras ou paródias cômicas.

Existem fã-clubes do personagem em muitos países, e muitos turistas visitam a Baker Street, em Londres, em busca da casa do detetive, no número 221B.

Klinger observa que Doyle baseou Sherlock Holmes em vários personagens, entre eles Dupin, de Edgar Allan Poe, e o Dr. Joseph Bell, que foi professor da faculdade de medicina.

A obra de Klinger inclui detalhes sobre a Inglaterra vitoriana, sua cultura e seus maneirismos linguísticos, além da Londres da época de Sherlock Holmes.

Por que as pessoas ainda sentem um fascínio tão grande por Holmes?

“Simples curiosidade”, responde Klinger. “O fascínio pela era vitoriana. Sentimos uma certa nostalgia dela, e algumas pessoas gostariam de ser como Holmes.”

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