A influência de Sherlock Holmes na cultura pop e na TV

 

Condensado de Folha de SP, 01/02/2015
Por Ricardo Bonalume Neto

Criado no século 19, o personagem de Sherlock Holmes conhece hoje uma nova fama com séries de TV que reencarnam suas histórias e outras, de investigações, baseadas em suas características. Irascível, o investigador de Arthur Conan Doyle influenciou figuras como o doutor House e mesmo o jogo Detetive.

– “Você é um psicopata!”
– “Sociopata altamente produtivo!”, corrigiu Holmes.

O curto diálogo foi tirado da série britânica de TV “Sherlock”, na qual o ator Benedict Cumberbatch interpreta o clássico detetive inglês Sherlock Holmes, criado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle (1859-1930) no hoje distante século 19. A série, cuja terceira temporada foi ao ar em 2014, adapta as histórias do detetive para o momento atual -todos os episódios estão disponíveis no serviço por assinatura Netflix.

Não existe semelhante diálogo no cânone, isto é, os nove livros de Conan Doyle contendo os 56 contos e quatro romances de Holmes, o “primeiro detetive consultor” da história. Os casos foram apresentados nos livros pelo amigo do detetive, o médico John Watson -interpretado pelo ator Martin Freeman nessa série recente.

O médico Watson tinha servido no Exército britânico na campanha do Afeganistão de 1878-80, onde foi ferido por bala de fuzil. Como a história gosta de se repetir, o Watson vivido por Freeman também era médico do Exército de sua majestade e foi ferido no Afeganistão – na campanha ainda em curso. O novo Watson não publica suas histórias dos casos de Holmes em revistas ou em livros, como o Watson vitoriano. Ele tem um blog.

INSULTOS

Um diálogo semelhante ao do começo deste texto seria plausível nos livros, assim como Holmes se assumir um sociopata. Pois o Holmes de Doyle tem um lado bem irascível. Ele realmente detesta gente burra.

Logo, os Holmes modernos da TV e do cinema agem do mesmo jeito. Não faltam Holmes na recente indústria cultural, ou seus discípulos, mesmo que estejam longe de serem detetives ou policiais – como o médico Gregory House, da série “House” (uma espécie de “detetive médico” baseado no personagem de Conan Doyle – e igualmente ou até mais irascível).

“Cala a boca! Você diminui o QI da rua inteira!”, diz Holmes/Cumberbatch a um desafeto em outro episódio. Irascível, sem dúvida.

Quando surgiu o que hoje tem vários nomes – “romance policia”, de “cria”, de “detetive” ou de “mistério” -, tudo girava basicamente em torno de desvendar uma ocorrência misteriosa como se fosse uma equação matemática, ou um quebra-cabeças.

O detetive – embora ainda sem esse nome -, conhecido como o primeiro de todos, Auguste Dupin, apresentado em 1841 pelo escritor americano Edgar Allan Poe (1809-49), era um cérebro sem grande charme mas capaz de resolver enigmas. Ou melhor, alguém sem grandes maneirismos.

Holmes tornou-se o mestre disso. Não faltam manias na caracterização do mais famoso personagem do romance policial: é recluso e deprimido, toca violino, foi viciado em cocaína, é bom em disfarces, é boxeador e atirador, fuma cachimbo, não tem interesse em mulheres etc. É um homem de intelecto e de ação.

Foi graças a essa paixão por resolver mistérios que surgiram na “era dourada” do romance policial – pós-Conan Doyle/Holmes- os casos de “quartos fechados”. É exatamente o que o jogo de tabuleiro Detetive (originariamente Clue, “pista”, em inglês) procura fazer. Há possíveis criminosos, várias opções de armas do crime (revólver? faca? castiçal?) e cenas aristocraticamente britânicas: a biblioteca, a sala de armas, a sala de jantar. Misture as cartas, jogue os dados e escreva um romance.

A mera ênfase em saber quem cometeu a coisa – a literatura policial do “whodunit”, “quem fez?” – foi um abastardamento do legado de Sherlock Holmes. Mas, como se sabe, apesar de serem autores menores, tiveram grande sucesso de vendas – por exemplo, britânicos como Agatha Christie e Dorothy L. Sayers, ou americanos como S. S. van Dine, John Dickson Carr e Ellery Queen.

IMBATÍVEL

Holmes era bem mais fascinante. O caso a ser revolvido e o método para resolvê-lo eram importantes, claro, mas o caráter do personagem e do seu auxiliar, o doutor Watson, eram fundamentais. Mais do que o quebra-cabeça, a história é o que importava no cânone holmesiano.

“As histórias de Holmes deviam seu imenso sucesso aos talentos de Doyle como um contador de contos”, afirmou o também autor de romances policiais britânico Julian Symons (1912-94) em uma pequena biografia do escritor (“Conan Doyle – Portrait of an Artist”). O enigma nos contos nem sempre é muito enigmático, lembra Symons. Há mesmo erros factuais. Mas a maneira como Sherlock Holmes deduz fatos a partir de pequenas pistas que estão na frente de todos é algo único.

DA POLTRONA

O padrão detetive irascível, cheio de manias e brilhante continuou a existir na literatura em personagens que descendem de Holmes em suas habilidades de detecção e dedução, como Nero Wolfe, criado pelo americano Rex Stout (1886-1975). Wolfe é o clássico “detetive de poltrona”, que nunca sai de casa para resolver os crimes. Protagonizou mais de 50 livros de 1934 a 1975.

Nero Wolfe nasceu em Montenegro, nos Balcãs; coleciona milhares de orquídeas, é muito, muito, genioso, gosta de comer (pesa algo entre 130 e 140 kg), detesta mulheres (assim como Holmes, é assexuado, não homossexual). Seria mais um detetive inverossímil que soluciona mistérios se não tivesse o assistente Archie Goodwin, versão jovem e atlética de Watson, para coletar fatos na rua.

Por “detetive inverossímil” leia-se um monte de velhinhas, padres, jornalistas, aristocratas “blasés”. Um séquito de amadores criados para resolver crimes da tradição do “whodunit”, enquanto na vida dita real quem costuma fazer isso são os detetives das forças policiais estatais – ou, em casos bem mais raros, detetives particulares.

O comissário Salvo Montalbano é um bom exemplo do detetive verossímil – ele de fato é um policial. Criado pelo italiano Andrea Camilleri, mora na Sicília e reúne traços de Holmes e de Wolfe: também é irritadiço e aprecia culinária. Mas tem namorada e é fiel a ela.

Além dos aspectos de personalidade, a figura física de Sherlock Holmes foi muito caracterizada em imagem – no papel, no cinema ou na televisão. Conan Doyle tem parte da “culpa”, pois avalizou as ilustrações que acompanhavam seus contos publicados na revista popular “Strand”.

Ou seja: o Holmes de que todos se lembram é o sujeito magro e alto desenhado por Sidney Paget na “Strand”. Paget acrescentou detalhes importantes no visual: a capa de “tweed”, o boné de pano de caçador de veado, o cachimbo curvo – elementos que aparecem muito pouco nos textos.

Apesar do longilíneo perfil consagrado, o investigador britânico foi interpretado por mais de 70 atores no cinema e na TV, tão diferentes como os britânicos Michael Caine ou Roger Moore (que também fez James Bond, outro ícone clássico da cultura pop britânica). Graças a Paget, o ator Basil Rathbone – versão perfeita em carne e osso das ilustrações – deu vida ao personagem em filmes das décadas de 1930 e 1940.

Os filmes com Rathbone também levaram Holmes à atualidade da época das produções. Neles o detetive, que o cânone informa ter se aposentado nos anos 1920 para criar abelhas, combate nazistas décadas mais tarde.

VICIADO

“Eu sou um viciado, não um acadêmico; e este é um registro de entusiasmo e de desapontamento ocasional, não um catálogo”, escreveu Julian Symons na introdução de seu clássico livro sobre o romance policial “Bloody Murder – From the Detective Story to the Crime Novel” (assassinato sangrento – da história de detetive ao romance policial). Holmes e Doyle eram dois dos vícios do escritor Symons.

Em seu “registro de entusiasmo”, ele deixa claro como a imagem que ficou do personagem é descolada do texto canônico: “Se a concepção original de Conan Doyle tivesse sido totalmente realizada, teríamos um personagem mais durão e menos intelectual em aparência. Era a combinação, em Holmes, do grande pensador com o homem de ação que apelava aos seus primeiros leitores”.

O assistente Watson também foi modificado pelo cinema. Nos filmes protagonizados por Rathbone ele aparece como um colaborador bobão, sempre assombrado pelos poderes de dedução do amigo. Culpa do ator Nigel Bruce, perfeito no papel de bobalhão.

Quem conta um conto aumenta um ponto – ou mais. Nunca constou do cânone o “elementar, meu caro Watson!”. Há “elementar, Watson” e “meu caro Watson” mas nenhum “elementar, meu caro Watson”. Isso surgiu depois, no cinema e em outros autores.

O detetive mais “puro” está na série de TV britânica “Sherlock Holmes”, filmada entre 1984 e 1994 com o ator Jeremy Brett (1933-95). Watson não é um paspalho. Holmes é alto e magro. E as histórias são razoavelmente fiéis ao original, como todo bom holmesiano de carteirinha gostaria.

MITO REVISITADO

Depois dessa década de um Holmes ortodoxo, a melhor opção da indústria cultural era revisitar o mito, deixando de lado a representação anterior. Cumberbatch, o Holmes de “Sherlock”, é alto – no entanto bem mais jovem e bonito que o padrão criado por Paget/Rathbone. Mas não assustaria os ortodoxos.

Já a série americana “Elementary” (que também tem suas duas primeiras temporadas no Netflix – a terceira irá ao ar no canal Universal a partir de março), é de deixar os fãs puristas palpitando.

O ator que interpreta Holmes, Jonny Lee Miller, é mais baixo e tem entradas de calvície; o personagem se veste mal, e cultiva uma eterna barba por fazer, com esmerado e trabalhoso desleixo.

Pior, muito pior: apesar de Holmes ser inglês, ele está exilado em Nova York… Muito pior ainda: Watson é mulher! Em vez de um dr. John Watson, temos uma dra. Joan Watson, e ainda por cima de origem asiática, interpretada por Lucy Liu.

Bem, Rex Stout escreveu um ensaio certa vez argumentado que “Watson era uma mulher”; portanto, a idiossincrasia americana em relação ao doutor é antiga.

Joan Watson tem a mesma exasperação que John Watson com as excentricidades de Holmes, e seus poderes aparentemente sobrenaturais de detecção.

Logo no começo da primeira temporada de”Elementary”, depois de uma série de revelações pessoais bombásticas, ela pergunta como ele “adivinha” as coisas.

“Eu não adivinho, eu observo. E depois que observo, eu deduzo”, responde o Holmes de Nova York. Tudo perfeitamente adequado ao cânone. Mas Joan pergunta sobre como ele soube algo difícil de deduzir sobre o pai dela. “Google. Nem tudo é deduzível.”

O Sherlock Holmes original, como este moderno, é uma pessoa que entende muito de química e outras disciplinas científicas. Mas ele assume ser ignorante em muitos assuntos, como arte ou literatura. Sua tese clássica é de que os escaninhos do cérebro têm espaço limitado e não convém preenchê-los com “besteira” (“como arte, literatura etc”).

Muitas frases clássicas do sujeito saem direto do livro para as telas de cinema e TV. Por exemplo: “Quantas vezes eu te disse que, quando você eliminou o impossível, o que quer que tenha restado, por mais improvável que seja, deve ser a verdade?”. Em algum momento você vai ouvir isso na boca de um dos atores citados acima.

ANCESTRAL

A primeira vez que Conan Doyle pensou em Holmes data de 1886. O Brasil à época vivia tempos de escravidão e monarquia. Os personagens nasceram como Sherrinford Holmes e dr. Ormond Sacker. Os nomes mudaram, mas não o endereço da dupla – Baker Street, 221B.

Conan Doyle não conseguiu vender o livro imediatamente. Foi rejeitado pelo primeiro editor.

O primeiro livro de Holmes já deixa claro no título o “diferencial” do personagem: “Um Estudo em Vermelho” se refere a um teste que o detetive cria para conseguir diferenciar uma mancha de sangue de outra coisa vermelha qualquer.

É por isso que Holmes é o verdadeiro pai de muita coisa que veio depois na cultura pop, mais especificamente a enorme quantidade de séries de TV americanas ligadas à ciência forense ou que se baseiam fortemente nela.

“CSI” (Crime Scene Investigation, a investigação de cena de crime) em todas suas variantes – Las Vegas, Miami, Nova York; “NCIS” (Naval Criminal Investigative Service, serviço naval de investigação criminal) nas variantes Washington, Los Angeles e Nova Orleans; ou outras como “Bones”, “Body of Proof”, “Law and Order” etc. Quem nunca tinha ouvido falar em teste de DNA com certeza descobriu depois de ver uns poucos episódios de uma dessas séries.

E foi um feito notável ser o ancestral dessa linhagem, pois, quando o químico Sherlock Holmes desenvolvia seu teste de detecção de sangue, não existia ainda nem o sistema de identificação de pessoas por impressão digital. Havia muita pseudociência na criminologia, como as ideias de Cesare Lombroso ou Alphonse Bertillon, segundo as quais determinadas medidas do corpo humano – com destaque para as do crânio – poderiam identificar “criminosos natos”.

“A reverência geral vitoriana pela ciência era forte, por isso um detetive que alegava lidar com casos de crime por métodos científicos tinha uma audiência à sua espera”, escreve Symons. “As referências nas histórias de Holmes à sua monografia sobre 140 variedades de tabacos de cachimbo, charuto e cigarro, sua capacidade de fazer análises químicas e de reconhecer diferentes tipos de jornal com uma olhada, tudo ajudava a assegurar aos leitores que Sherlock Holmes era um homem verdadeiramente excepcional”, exemplifica.

EXCEPCIONAL

Homens excepcionais são raros, pois “demandam uma combinação de qualidades que não se acha na mesma mente”, como argumenta outro clássico autor de romances policiais, de uma escola bem diferente, altamente realista: o americano Raymond Chandler (1888-1959).

Chandler foi um crítico rigoroso do romance policial da “era dourada” ou da “escola britânica”, o que demonstrou em uma das mais brilhantes análises sobre essa forma de literatura de todos os tempos, o curto ensaio de 1944 “The Simple Art of Murder” – o texto depois serviu de introdução e deu título a uma coletânea de contos, publicada no Brasil como “A Simples Arte de Matar” pela L&PM (2009).

“Cada escritor de história de detetive comete erros, e nenhum nunca vai saber o tanto que deveria. Conan Doyle cometeu erros que invalidavam completamente algumas de suas histórias, mas ele era um pioneiro, e Sherlock Holmes, no fundo, é principalmente uma atitude e algumas poucas dúzias de linhas de diálogo inesquecíveis”, escreveu Chandler.

Para ele, o “detetive científico” pode até ter seu “brilhante laboratório novo; mas me desculpe se eu não consigo lembrar seu rosto”. É simples, diz o americano. Se você conhece tudo sobre algo bem exótico – como cerâmica egípcia antiga-, dificilmente sabe como a polícia funciona no dia a dia.

Curiosamente, o detetive de Chandler, Philip Marlowe, de Los Angeles, não deixa de ser um sujeito excepcional. Marlowe era irônico, durão, não tão irascível quanto os demais detetives acima. Mas era sentimentalista, “um sir Galahad com uma pistola automática”. Como Chandler disse, é um sujeito que poderia seduzir uma duquesa, mas nunca deflorar uma virgem.

Marlowe bebia uísque, brandy, bourbon – e tinha verdadeiro horror a qualquer coquetel cuja apresentação incluísse um pequeno guarda-chuva.

Chandler e Dashiell Hammett (1894-1961) são os dois grandes nomes da escola realista que Symons chamou “revolução americana”. Chandler tem muita admiração pelo colega mais novo: “Hammett devolveu o assassinato às pessoas que o cometem por motivos, não apenas para providenciar um cadáver; e, com os meios à mão, não com pistolas de duelar artesanais, curare, e peixes tropicais”.

SEM JOGUINHO

Chandler ficaria indignado com o jogo Detetive. Para ele, “a ficção em qualquer forma sempre teve a intenção de ser realista” e não existe literatura de mero entretenimento ou “escapismo”. Todo mundo escapa da realidade para se entreter lendo um livro, seja ele de Marcel Proust ou de Paulo Coelho.

Realista, Hammett certamente era. Ele trabalhou como detetive particular da agência Pinkerton, serviu no Exército americano e até se filiou ao Partido Comunista. O PC também enriqueceu as fileiras dessa literatura com o italiano Camilleri e seu comissário Montalbano, por sua vez uma homenagem a outro autor comunista, o espanhol Manuel Vázquez Montalbán (1939-2003), criador do detetive particular galego, gourmand e algo irascível (com certeza o adjetivo mais usado neste texto) Pepe Carvalho.

Holmes, convém relembrar, é o pai de todos. A literatura policial nasceu e tem sua espinha dorsal no mundo anglo-saxão, de onde se expandiu para o resto do mundo. A França, com seu “roman noir” (romance negro), fornece o exemplo básico. Mas o belga Georges Simenon (1903-89) e o seu comissário Maigret, estrela de incríveis 75 romances e 28 contos, oferece um caso à parte, uma literatura quase mais social do que policial.

Um dos autores mais interessantes fora do universo anglo-saxão é Jean-François Parot, criador do detetive Nicolas Le Floch, policial que revela casos na Paris do século 18, durante o reinado de Luís 15. Floch é um Holmes literalmente “avant la lettre” -antes de ser inventado. Faz deduções com base em pistas quase irrelevantes, analisa cadáveres como um moderno membro do CSI e tem até sua tropa de mendigos e meninos de rua informantes, como os “BakerStreet Irregulars” de Holmes. Também virou série de televisão.

Como Symons previra, muitos outros países criaram sua literatura do gênero. O Brasil, por exemplo, demorou, mas hoje tem dois autores excepcionais, Luiz Alfredo Garcia-Roza e Joaquim Nogueira.

Nada, contudo, escapa incólume aos modismos da indústria cultural. Nem Sherlock Holmes.

O diretor de cinema Guy Ritchie produziu filmes recentes com o ator Robert Downey Jr. (o mesmo de “Homem de Ferro”) como um Holmes meio dândi, meio boxeador; e um Jude Law como um Watson mais bonito e mais homem de ação. Perfeito para o momento atual, sem fugir demais do cânone.

Esses filmes, assim como as séries “Sherlock” e “Elementary”, abusam, porém, da influência da cultura das novelas, dos quadrinhos e dos super-heróis.

Neles, personagens menores e pouco citados na obra literária de Conan Doyle ganham importância e relevância. Moriarty, o “Napoleão do crime”, é o arquirrival, arquivilão, por quase ter matado o detetive; Irene Adler, “a mulher” descrita por Holmes, por ter conseguido enganá-lo, vira um par romântico; e o irmão igualmente gênio que pouco aparece nos livros, Mycroft Holmes, surge o tempo todo no vídeo (no caso, com razão, os roteiristas e atores criaram personagens muito divertidos para o irmão mais velho). Elementar, meu caro leitor.

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