Review Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter

Condensado de TechTudo, 15/07/2016
Por André Luiz de Mello Pereira

O detetive mais famoso do mundo retorna ao mundo dos games para resolver casos e um mistério envolvendo sua filha

Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter é o novo game estrelado pelo detetive criado por Arthur Conan Doyle e coloca diferentes casos para o jogador resolver na era Vitoriana. Será que após o ótimo Sherlock Holmes: Crimes & Punishments, a Frogwares conseguiu acertar a mão mais uma vez ou acabou se perdendo? Saiba a resposta no review completo do game.

Um novo começo

The Devil’s Daughter é o oitavo jogo de Sherlock Holmes produzido pela Frogware e, de certa forma, age como uma espécie de reboot da série. Com um novo visual para Sherlock Holmes e Dr. Watson, o game mantém o mesmo estilo de investigação do último jogo, Sherlock Holmes: Crimes & Punishment. O que muda aqui é um foco, muitas vezes desnecessário, em momentos de ação.

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Sherlock e Dr. Watson em busca da verdade em Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter (Foto: Divulgação/ Frogware)

Sherlock está mais novo que no título anterior e ainda não chegou no ápice de sua fama como maior detetive do mundo. A trama que envolve a filha do personagem costura toda a história do jogo, junto com a necessidade de resolver diferentes casos, que vão de assassinatos até roubos de relíquias.

A trama principal, que aparece durante os casos, ajuda a encaminhar o game e o torna mais coeso. Assim, não há apenas missões (divertidas) que você resolve e que, de repente, levam ao final da aventura.

Elementar, meu caro Watson

Os casos de The Devil’s Daughter são bem divertidos de resolver e seguem a mesma fórmula abordada em Crimes & Punishments. O game basicamente pede para que você encontre todas as pistas disponíveis, junte tudo e aponte para um possível culpado.

Como acontecia no game anterior, o jogador tem acesso à mente quase super-humana de Sherlock, que surge ao investigar testemunhas e suspeitos, e a “visão de detetive”, que destaca elementos do cenário.

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Watson e Sherlock e seus visuais de atores de Hollywood (Foto: Divulgação/Frogware)

Apesar de parecer um tanto sem graça, a maneira como o jogo foi escrito captura a atenção do jogador, que se envolve a ponto de não largar enquanto não resolver aquele mistério. As mecânicas usadas para a solução dos casos também são divertidas e fazem com que você se sinta um verdadeiro detetive ao descobrir cada novo detalhe sobre o acontecido.

Tentando ser diferente, mas igual a todo mundo

Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter traz melhorias gráficas. Os personagens estão mais jovens – e até com aparência que lembra os atores de Hollywood –, mas é fácil perceber algumas falhas, como quedas na taxa de frames. Isso não seria um problema se o título tivesse se mantido como um simples jogo de detetive.

The Devil’s Daughter se mostra, em vários momentos, com uma vontade de inovar, de apresentar novidades ao jogador. Isso é louvável, já que a Frogwares poderia ter feito um jogo idêntico ao anterior, apenas com novos casos.

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A investigação dos casos é o ponto alto do game (Foto: Divulgação/Frogware)

O problema está em como esta inovação foi abordada. Mais de uma vez, você encontrará novas mecânicas que são abandonadas na mesma rapidez que surgiram. Nada tem tempo de se desenvolver o suficiente para se destacar.

Outro elemento – que pode ser considerado como o ponto mais baixo do game – é a tentativa de transformá-lo em um jogo de ação. Seja na quantidade absurda de quick time events ou em momentos em que você controla um personagem, apenas para passar raiva pelos controles serem travados, The Devil’s Daughter parece se perder um pouco.

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Os momentos de ação parecem deslocados dentro do jogo (Foto: Divulgação/Frogware)

A ideia de incluir ação em um jogo de investigação é interessante, mas a maneira como a Frogware fez isso deixou muito a desejar.

Conclusão

Sherlock Holmes: The Devil’s Daughter é um jogo que ainda vai agradar aos fãs do detetive e aqueles que realmente gostaram de Crimes & Punishments. O game não é perfeito, traz alguns erros bobos, mas ainda consegue divertir e capturar a atenção do jogador até o final.

Trailer

 

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