Em Londres, investigando Sherlock Holmes

Condensado de O Estado de SP, 11/04/2017
Por Luiz Fernando Toledo

Você pode nem estar procurando, mas Sherlock Holmes estará em algum lugar no centro da capital inglesa

EstSP_11_04_17

Sherlock Holmes e seus objetos tão marcantes quanto seu nome Foto: Visit Britain

Você pode nem estar procurando, mas Sherlock Holmes estará em algum lugar no centro de Londres. São tantas as referências aos livros, séries e filmes da saga que fica difícil ignorar as pistas. Um bom começo é aderir ao tour à pé ( bit.ly/sherlockape; £12 ou R$ 46), que começa em um dos pontos mais movimentados e agitados de Londres, Picadilly Circus. Não será difícil encontrar o guia, que terá o símbolo máximo do detetive na cabeça: o chapéu.

É onde hoje está o Lyceum Theatre, no centro nobre da cidade, que a primeira peça baseada nos romances de Arthur Conan Doyle foi apresentada. A adaptação do livro, de William Gillette, traz uma surpresa: seu elenco tinha a participação de um ator de 13 anos cujo nome viria a ser conhecido mundialmente: Charlie Chaplin. A bela arquitetura barroca monumental não é a única coisa para se ver, mas também seus espetáculos – no momento, está em cartaz o musical O Rei Leão.

Ter assistido à série do detetive feita pela BBC (e disponível no Netflix) deixará o roteiro mais interessante. Na Trafalgar Square, onde está a National Gallery, você verá exatamente o mesmo cenário em que os heróis Sherlock e Dr. Watson caminham em busca de um pichador que possa ajudá-los a resolver um mistério. Assista ao episódio ( The Blind Banker) depois de passar por lá: a cena não teve figurantes contratados, e as pessoas olham curiosas para as câmeras.

A Somerset House, palácio com vista para o Rio Tâmisa, é um dos pontos mais utilizados por cineastas. Já foi cenário para filmes de James Bond (como O Amanhã Nunca Morre) e Jackie Chan ( Bater ou Correr em Londres) e, claro, para uma das versões cinematográficas de Sherlock Holmes, sob direção de Guy Ritchie.

EstSP_11_04_17_2

O Sherlock Holmes Pub tem bar e restaurante Foto: Luiz Fernando Toledo/Estadão

Pub. Uma das torturas do tour é passar pelo Sherlock Holmes Pub (10 Northumberland St.) e não entrar. Mas não se preocupe: do ponto final do passeio, a Somerset House, é um pulo. O local é dividido em dois andares: no térreo está o bar e, acima, um restaurante. O espaço é decorado com páginas de revistas e cartazes com tudo sobre o detetive. Só não faça como este repórter, que fez uma fila se formar ao observar os adereços nas escadas.

Na parte de cima há uma sala que simula o que seria o escritório de Holmes, mas não é possível se aproximar. Fique tranquilo: você terá a oportunidade no museu. Aproveite para pedir o clássico fish and chips (peixe com fritas), £ 14,45 (R$ 56) em uma porção bem servida. Nenhum fã que se preze pode partir sem visitar a casa onde Sherlock viveu entre 1881 e 1904, segundo os contos de Arthur Conan Doyle. Ok, a Baker Street não é a mesma e tem até McDonald’s, mas o charme está lá.

Esqueça as lojas caça-turistas e parta direto para o número que você já sabe: 221B.

Ali funciona um museu ( sherlock-holmes.co.uk ) dedicado à saga do detetive – a fila é grande e a espera pode levar meia hora. Compre os ingressos (£ 15; R$ 58) na lojinha, mas cuidado. O local pode ser um pesadelo de gastos, com praticamente tudo ligado ao detetive: livros, bonecos, chapéus, miniaturas, pelúcia, DVDs e pôsteres.

Não fique decepcionado, mas Holmes nunca morou no local – nem existiu, embora há quem diga o contrário. O que se sabe é que, antes de abrigar o museu, nos anos 1930, o endereço era a sede do banco Abbey National. E, embora resolver mistérios não fosse exatamente a habilidade dos proprietários, eles receberam, por muitos anos, cartas endereçadas ao detetive.

Na entrada, o próprio Dr. Watson recepciona os visitantes e aceita, de bom grado, posar para fotos. A visita não dura mais que meia hora: o grande barato é ver objetos e cenas feitas com bonecos que remetem aos livros. Uma equipe também está de prontidão para tirar dúvidas, embora não haja muita explicação para os “não iniciados” na saga. Não saia sem pegar o kit cachimbo-chapéu e posar em frente à lareira para uma foto – dizer o clichê “elementar, meu caro Watson” é opcional.

DICAS

Internet: dependendo do tempo que você ficar na Inglaterra, invista em um chip de celular (peça por um SIM card). Paguei £40 (R$ 155) para ter acesso à internet rápida e sem limites– inclusive para assistir vídeos.

Transporte: Ter um Oyster Card, o Bilhete Único londrino, é fundamental para se locomover na cidade (passe na catraca na entrada e na saída). Compre nos centros de visitantes; mais em bit.ly/oysterlondres.

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Jornais, Viagem & Turismo e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s