O signo dos quatro – Capítulo 6

Arthur Conan Doyle

O signo dos quatro
Capítulo sexto

Título original: The Sign of Four
Publicado em Lippincott’s Magazine, Fev., 1890.

Sobre o texto em português:
Este texto digital reproduz a
tradução de The Sign of Four publicado em
As Aventuras de Sherlock Holmes, Volume I,
editado pelo Círculo do Livro
e com tradução de Hamílcar de Garcia.

Capítulo sexto: Sherlock Holmes faz uma demonstração

— Agora, Watson — disse Holmes, esfregando as mãos —, temos meia hora para nós. Vamos aproveitá-la bem. O caso, conforme já lhe disse, está quase completo, mas não devemos pecar por excesso de confiança. Por simples que pareça agora, pode contudo esconder alguma coisa.

— Simples! — exclamei.

— Perfeitamente — disse ele, com o ar de um catedrático expondo um caso clínico aos seus alunos. — Mas sente-se ali naquele canto para que as suas pegadas não compliquem o assunto. E agora ao trabalho! Em primeiro lugar, como entraram aqui e como saíram? A porta estava fechada desde ontem à noite. Seria pela janela?

Aproximou-se dela com o candeeiro na mão, fazendo as suas observações em voz alta, mas dirigindo-se mais a si próprio do que a mim.

— A janela está aferrolhada por dentro. O caixilho é sólido. Sem dobradiças laterais. Nenhum encanamento aqui por perto. Telhado inteiramente fora de alcance. Contudo, um homem subiu pela janela. Choveu um pouco a noite passada. Aqui está a marca de um pé no peitoril. E aqui se vê urna mancha circular, meio enlameada, outra aqui no soalho, e mais outra perto da mesa. Repare, Watson. Isto é uma excelente prova.

Olhei para os círculos barrentos e bem-definidos.

— Isso não é a marca de um pé — observei.

— É coisa muito mais importante para nós. É a impressão de um coto de pau. Você pode ver aqui, no peitoril, a marca do sapato, um sapatão pesado com salto de metal, e ao lado está a marca redonda da madeira.

— É o homem da perna de pau.

— Exatamente. Mas aqui esteve mais alguém… um aliado muito hábil e eficiente. Você seria capaz de escalar essa parede, Watson?

Espiei para fora, pela janela. A lua ainda brilhava daquele lado da casa. Estávamos a quase vinte metros do chão, e, olhando-se de onde eu me encontrava, não havia onde pôr o pé, nem ao menos uma fenda nos tijolos.

— É absolutamente impossível — respondi.

— Sem auxílio, é. Mas suponha que tem um amigo aqui e que ele lhe estende aquela ótima corda que vejo naquele canto, e fixa uma ponta neste grande gancho aqui na parede. Nessas condições, creio que você, sendo um homem ativo, subiria, com perna de pau e tudo. Como é natural, sairia da mesma maneira, e o seu cúmplice puxaria a corda, retirando-a do gancho, fecharia a janela e sairia por onde tinha entrado. Como circunstância adicional, ainda há a notar — continuou ele, passando os dedos pela corda — que o nosso amigo da perna de pau, embora tenha agilidade para subir, não é marinheiro profissional. Suas mãos estão longe de ser calosas. A minha lente revela mais de uma marca de sangue, especialmente sobre a extremidade da corda, e disso depreendo que ele se deixou escorregar com tal velocidade que arrancou a pele das mãos.

— Isso está muito bem — disse eu. — Mas a coisa começa a ficar mais ininteligível do que antes. E esse cúmplice misterioso? Como entrou aqui?

— Sim, o cúmplice — repetiu Holmes pensativamente. — Há algo de interessante a respeito dele. É quem tira o caso da banalidade. Imagino que esse cúmplice pise um novo terreno nos anais do crime, na Inglaterra… embora casos paralelos tragam a Índia à lembrança, e mais particularmente a Senegâmbia, se não me falha a memória.

— Como entrou, então? — repeti. — A porta está fechada. A janela é inacessível. Seria pela chaminé?

— A abertura é muito pequena — respondeu ele. — Eu já tinha considerado essa possibilidade.

— E em que ficamos? — insisti.

— Você não está pondo em prática o meu preceito — disse ele, abanando a cabeça. — Quantas vezes já lhe disse que, tendo eliminado o impossível, o que lhe restar, por improvável que seja, deve ser a verdade? Sabemos que ele não veio pela porta, nem pela janela, nem pela chaminé. Também sabemos que não podia estar escondido nesta sala, pois aqui não há esconderijo possível. Logo, por onde entrou ele?

— Pelo buraco do teto? — exclamei.

— Exatamente. Deve ter entrado por aí. Se quiser ter a bondade de segurar o candeeiro, estenderemos agora as nossas pesquisas às águas-furtadas… ao quarto secreto no qual foi encontrado o tesouro.

Ao dizer isso, subiu os degraus do estrado e, com ambas as mãos presas num barrote, içou-se para a mansarda. Depois, deitando-se de bruços, apanhou o candeeiro e ajudou-me a subir.

A sala na qual agora nos encontrávamos teria cerca de três metros por dois. O soalho era formado por barrotes intercalados de leves sarrafos cobertos de estuque, de modo que para se andar ali era preciso pôr o pé de viga em viga. O teto, muito inclinado, era evidentemente o forro do telhado da casa. Não havia mobília de espécie alguma, e o pó acumulado durante anos formava uma espessa camada no chão.

Richard Gutschmidt, cortesia The Camden House

Richard Gutschmidt, cortesia The Camden House

— Aqui está — disse Sherlock Holmes, pondo a mão contra a parede oblíqua. — Isto é um alçapão que dá para o telhado. Posso empurrá-lo para trás… e aí está o telhado, num ângulo não muito agudo. Logo, foi por aqui que o Número Um entrou. E agora, poderemos encontrar outros sinais da sua individualidade?

Holmes baixou a luz para o chão, e nesse momento, pela segunda vez naquela noite, vi no seu rosto uma viva expressão de espanto. Quanto a mim, ao seguir-lhe o olhar, meu sangue gelou-se nas veias, O chão estava cheio de marcas de pés descalços… pegadas nítidas, bem definidas, mas que mal teriam a metade do tamanho dos pés de um homem comum.

— Holmes — disse eu, num sussurro —, foi uma criança que praticou este crime horrível.

Ele recuperou num instante o domínio de si mesmo.

— Fiquei surpreso por um momento — disse ele —, mas a coisa é perfeitamente natural. A minha memória falhou, pois eu bem podia tê-lo previsto. Não há mais nada para ver aqui. Desçamos.

— Qual é a sua hipótese, então, a respeito dessas pegadas? — perguntei-lhe ansiosamente, quando nos encontramos mais uma vez no aposento de Bartholomew.

— Meu caro Watson, tente um pouco de análise. Você conhece os meus métodos. Aplique-os, e será instrutivo compararmos os resultados.

— Não posso conceber coisa alguma que enquadre os fatos — respondi-lhe.

O meu amigo tirou do bolso a sua lente e uma fita métrica e, de joelhos, foi pelo quarto, medindo, comparando, examinando, com o nariz comprido e fino a poucos centímetros do soalho, e os olhos penetrantes brilhando, fundos como os de uma ave de rapina. Tão rápidos, silenciosos e furtivos eram os seus movimentos, semelhantes aos de um cão de fila farejando um rastro, que não pude deixar de pensar que terrível criminoso não teria sido ele se houvesse aplicado a sua energia e sagacidade contra a lei e não em defesa dela. Entregue à sua caçada, ia resmungando consigo mesmo, aqui e ali, até que por fim soltou um grunhido de satisfação.

— Não há dúvida de que estamos com sorte — disse ele. — Daqui por diante teremos muito pouco trabalho, O Número Um teve a infelicidade de pisar no creosoto. Veja o contorno do seu pezinho aqui, ao lado desse líquido malcheiroso. O garrafão sofreu uma pancada, e o conteúdo começou a vazar.

— E daí? — perguntei.

— Ora, já o temos na mão, e mais nada — disse ele. Sei de um cão que seria capaz de seguir esse cheiro até o fim do mundo. Se uma matilha pode rastrear através de um condado um arenque arrastado na ponta de uma corda, que fará um cão especialmente treinado como esse, quando atrás de um cheiro tão penetrante? Isto começa a parecer um simples problema de regra de três. A solução deve nos indicar o… Mas, veja! Aí vêm os representantes autorizados da lei.

Passos pesados e um ruído de vozes sonoras ressoaram no andar térreo. A porta do saguão bateu com estrondo.

— Antes de eles chegarem — disse Holmes —, ponha a mão aqui no braço e na perna desse pobre sujeito. Que sente?

— Os músculos estão duros como pedra — respondi.

— Exatamente. Acham-se num estado de extrema contração, muito além da rigidez cadavérica comum. Isso e mais essa contorção do rosto, esse sorriso sarcástico, ou risas sardonicus, como diziam os autores antigos, que conclusão lhe sugerem?

— Morte em conseqüência de um poderoso alcalóide vegetal — respondi —, alguma substância semelhante à estricnina que produz o tétano.

— Foi essa a idéia que me ocorreu no momento em que vi a tensão dos músculos da face. Ao entrar aqui, imediatamente procurei verificar de que maneira o veneno fora inoculado, Como viu, descobri um espinho fincado ou arremessado sem grande força no couro cabeludo. Observe que a parte atingida é exatamente a que ficaria na direção do buraco do teto, se o homem estivesse de pé junto à sua cadeira. Agora examine este espinho.

Peguei-o cautelosamente e aproximei-o da luz. Era negro, fino e comprido, com a ponta meio envernizada, como se ali tivesse secado uma substância pegajosa. A base tinha sido aparada e arredondada.

— Será que esse espinho proveio de um espinheiro inglês? — perguntou ele.

— Não, de modo algum.

— Com todos esses dados, você podia tirar uma conclusão correta. Mas chegaram as forças regulares, de forma que as auxiliares devem se retirar.

Enquanto ele falava, os passos vinham se aproximando pelo corredor, e então um homem gordo e de grande porte, metido num terno cinzento, entrou no aposento fazendo ranger o soalho. Tinha o rosto vermelho, grande, pletórico, com olhos piscos e muito pequenos, que olhavam perscrutadoramente dentre as pálpebras empapuçadas. Vinha acompanhado por um inspetor de uniforme e pelo ainda palpitante Thaddeus Sholto.

— Que serviço! — exclamou ele, numa voz rouca e abafada. — Que belo serviço! Mas quem são esses aí? Pelo que vejo, a casa está mais cheia que um viveiro de coelhos.

— Creio que deve lembrar-se de mim, sr. Athelney Jones — disse Holmes, calmamente.

— Ah! É verdade. É o sr. Sherlock Holmes, o teórico. Lembro-me, sim. Nunca esquecerei a conferência que nos fez sobre causas e efeitos no caso das jóias de Bishopgate. É verdade que nos pôs na pista certa, mas agora deve reconhecer que aquilo foi mais sorte do que outra coisa.

— Foi apenas questão de um raciocínio muito singelo.

— Ora, deixe de histórias. Não se envergonhe de dar a mão à palmatória. Mas o que é isto? Rum! Coisa séria! Muito séria! Vamos aos fatos. . . e não às teorias. Por sorte eu me encontrava em Norwood, tratando de outro caso! Estava no posto quando chegou a informação. De que supõe que o homem morreu?

— Oh! Esse não é bem um caso sobre o qual eu possa emitir teorias.

— Não é, não. Contudo, você às vezes acerta em cheio. Deus do céu! Porta fechada, informaram-me. Jóias desaparecidas no valor de meio milhão. Como estava a janela?

— Fechada por dentro, mas há pegadas no peitoril.

— Ora, ora, se estava fechada, as pegadas não têm nada que ver com o assunto. É puro bom senso. O homem poderia ter morrido de um ataque; mas as jóias foram-se. Ah! Tenho uma hipótese! Às vezes ocorrem-me desses lampejos. Sargento, saia um pouco para o corredor; e o senhor também, sr. Sholto. O seu amigo pode ficar. Que pensa disso, Holmes? Sholto, segundo ele próprio confessa, estava com o irmão ontem à noite. O irmão morre de um ataque, e então Sholto some com o tesouro! Que tal?

— E depois o morto, muito gentilmente, levanta-se e fecha a porta por dentro.

— Hum! Há uma falha nisso. Encaremos o assunto com simples bom senso. Esse Thaddeus Sholto estava com o irmão a noite passada e houve uma altercação entre ambos. Isso é o que realmente sabemos. O irmão está morto, e as jóias desapareceram. Isso também sabemos. Ninguém viu o irmão depois que Thaddeus o deixou. A cama dele está intacta. Thaddeus encontra-se evidentemente num estado de grande perturbação. A cara dele. . . bem, não é lá muito simpática. Veja que estou fechando o cerco em torno de Thaddeus. A rede começa a envolvê-lo.

— O senhor ainda não está de posse dos fatos — disse Holmes. — Esta lasca de madeira, que tenho todos os motivos para julgar envenenada, estava cravada na cabeça do homem, aqui onde ainda se vê a marca. Este papel, garatujado como vê, estava em cima da mesa, e ao lado dele achava-se este curioso instrumento, rematado por uma cabeça de pedra. Como se enquadra tudo isso na sua hipótese?

— De maneira perfeita, confirmando-a sob todos os aspectos — respondeu pomposamente o gordo detetive. — A casa está cheia de curiosidades indianas. Thaddeus trouxe consigo o instrumento, e, se essa lasca de madeira é venenosa, ele bem podia, como qualquer outro homem, tê-la empregado no crime. O papel é uma mistificação. . . um falso indício, com toda a certeza. O único problema é saber por onde ele saiu. E, naturalmente, ali está aquele buraco no teto.
Com grande energia, tendo-se em conta a sua corpulência, o investigador galgou as escadas e enfiou-se para a mansarda. Imediatamente ouvimos a sua voz exultante, proclamando que tinha descoberto o alçapão.

— Ele sempre descobre alguma coisa — observou Holmes, encolhendo os ombros. — Às vezes, tem uns certos momentos de lucidez. Il n’y a pás de sots si incommodes que ceux ont de l’esprit [1]
.
— Está vendo? — disse Athelney Jones, descendo as escadas do estrado. — Os fatos são melhores do que as teorias, afinal de contas. A minha opinião sobre o caso está confirmada. Há um alçapão que dá para o telhado, e encontra-se meio aberto.
— Fui eu que o abri.

— Ah! Você viu-o, então? — disse ele, parecendo um pouco desanimado ante a sua descoberta. — Bem, seja quem for que o tenha visto primeiro, o alçapão mostra como o nosso homem escapou. Inspetor!

— Pronto — respondeu uma voz no corredor.

Richard Gutschmidt, cortesia The Camden House

Richard Gutschmidt, cortesia The Camden House

— Peça para o sr. Sholto entrar aqui. — E ao ser obedecido: — Sr. Sholto, tenho a obrigação de informá-lo de que qualquer coisa que diga poderá ser usada contra o senhor. Prendo-o, em nome da rainha, como implicado na morte de seu irmão.

— Aí está! Eu não lhes disse? — exclamou o pobre homenzinho, erguendo as mãos, e olhando para um e outro de nós.

— Não se preocupe com isso, sr. Sholto — disse Holmes. — Creio que posso livrá-lo de semelhante acusação.

— Não prometa demasiado, sr. “Teórico”, não prometa demasiado! — retorquiu o detetive. — Talvez encontre maior dificuldade do que pensa.

— Não apenas o livrarei disso, sr. Jones, como ainda lhe oferecerei o nome e sinais característicos de uma das duas pessoas que estiveram nesta sala ontem à noite. O nome dele, segundo todos os motivos que tenho para acreditar, é Jonathan Small. É um homem de pouca instrução, baixo, ativo, com a perna direita amputada e, no lugar dela, um coto de madeira que está gasto do lado interno. O sapato esquerdo tem uma sola grosseira, é quadrado na ponta e traz um reforço de metal no salto. É um homem de certa idade, queimado de sol, e já foi sentenciado. Estas poucas indicações podem servir-lhe para alguma coisa, juntamente com o fato de que falta um bom pedaço de pele na mão dele. O outro homem…

— Ah! E o outro homem? — perguntou Athelney Jones, numa voz desdenhosa, mas ainda assim impressionado, como facilmente se via, pela precisão com que Holmes falava.

— É uma pessoa um tanto curiosa — respondeu o meu amigo, girando nos calcanhares. — Espero apresentá-los a ambos dentro de pouco tempo. Dá-me uma palavra, Watson?

“Esta ocorrência inesperada”, disse-me ele quando chegamos ao patamar da escada, “quase nos levou a esquecer o propósito original da nossa viagem.”

— Eu estava justamente pensando nisso — respondi.

— Não convém que a srta. Morstan permaneça nesta maldita casa.

— Não. Você deve acompanhá-la a casa. Ela mora com a sra. Cecil Forrester, em Lower Camberwell, de maneira que não é muito longe. Espero-o aqui, se quiser voltar. Ou quem sabe está muito cansado?

— De modo algum. Acho que não poderei descansar sem saber qualquer coisa mais a respeito deste assunto fantástico. Já tenho visto muito do lado violento da vida, mas dou-lhe a minha palavra de que essa rápida sucessão de estranhas surpresas, hoje à noite, abalou-me completamente os nervos. Mesmo assim, gostaria de acompanhá-lo até o fim, já que fui tão longe.

— A sua presença será muito útil para mim — disse ele. — Trabalharemos no caso independentemente, e deixaremos Jones exultando com as suas fanfarronadas. Depois de deixar a srta. Morstan em casa, quero que vá ao número 3 da Pinchin Lane, em Lambeth, perto do rio. E a terceira casa à direita, onde mora um empalhador de pássaros chamado Sherman. Você vai ver uma doninha com um coelho nos dentes, na vitrina. Acorde o velho Sherman e diga-lhe, com os meus cumprimentos, que preciso de Toby imediatamente. Traga Toby com você na carruagem.

— É um cão, suponho?

— Sim, um mastim curioso, dotado de um faro simplesmente incrível. Prefiro o auxílio de Toby ao de todo o corpo de detetives de Londres.

— Trago-o comigo então. É uma hora. Devo estar de volta antes das três, se conseguir um cavalo descansado.

— E eu — disse Holmes — verei o que posso saber da sra. Bernstone e do criado indiano, que, segundo o sr. Thaddeus, dorme na mansarda contígua. Depois estudarei os métodos do grande Jones e ouvirei os seus sarcasmos não muito delicados. “Wir sind gewohnt dass die Menschen verhöhnen was sie nicht verstehen.” Goethe é sempre sentencioso [2].

[1] “Não há tolos mais incômodos do que os que têm espírito.” (N. do T.)
[2] “É comum vermos os homens zombarem do que não podem compreender.” (N. do T.)

Capítulo primeiro: A ciência da dedução § Capítulo segundo: Exposição do caso
Capítulo terceiro: À procura de uma solução § Capítulo quarto: A história do homem calvo
Capítulo quinto: A tragédia de Pondicherry Lodge § Capítulo sexto: Sherlock Holmes faz uma demonstração
Capítulo sétimo: O episódio do barril § Capítulo oitavo: Os irregulares da Baker Street
Capítulo nono: Uma falha na seqüência § Capítulo décimo: O fim do ilhéu
Capítulo décimo primeiro: O grande segredo de Agra § Capítulo décimo segundo: A estranha história de Jonathan Small

Ilustrações: Richard Gutschmidt, cortesia The Camden House
Transcrição: Mundo Sherlock